Heroes of Olympus
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Desde o resgate de Eirene o mundo nunca mais foi o mesmo, a paz nunca mais reinou soberana como aconteceu por longas eras. Muitos foram aqueles que deram seu sangue e vida para que ela retornasse, mas diante da ingratidão humana, ela escolheu permanecer no esquecimento do Senhor do Olimpo. A tríade nefasta havia sido derrotada era fato, até mesmo por seus próprios filhos, contudo, no fim, o maior objetivo deles havia sido conquistado. Caos podia influenciar uma vez o mundo mortal e também a mente dos olimpianos e romanos. Eirene passou a habitar somente os corações daqueles que realmente acreditavam nela, algo tão raro que nunca mais se ouviu falar da jovem Deusa. Zeus a sua maneira tentou reestabelecer a ordem no Olimpo, mas algo dizia que ainda havia algo bem pior estava por vir. E ele estava completamente certo quanto a isso.Três anos se passaram enquanto as cicatrizes das últimas batalhas enfrentadas pelos semideuses, ainda se fechavam. Amigos, conhecidos, parceiros, parentes... Muitos morreram na guerra que ficou conhecida como a Batalha da Escuridão. Não era fácil recomeçar, mas era necessário e assim todos fizeram. Aos poucos, novos semideuses chegavam, o Acampamento Meio Sangue voltava ao normal e a rotina que já havia sido esquecida, ganhava lugar na vida dos semideuses. Não se ouviu mais falar de grandes ameaças, monstros ou qualquer coisa que de fato perturbasse a harmonia. Tudo parecia ter voltado os trilhos e era assim que a vida seguia. Os que sobreviveram a aqueles dias tão negros, jamais esqueceriam tudo o que aconteceu e carregariam para sempre em sua pele e alma as lembranças daqueles dias tão tenebrosos.Quando o inverno chegou o frio parecia mais intenso, que mesmo contra a vontade do senhor D ele insistia em invadir o acampamento vez ou outra. O Deus e Quíron deliberam por dias, algo que parecia ser uma simples suposição se concretizava de uma maneira incontestável. Uma força tão nefasta que nem mesmo os oráculos eram capazes de descobrir de onde vinha. Foram quando três mensageiros de terras muito distantes chegaram ao acampamento. Eram semideuses e isso era inegável, mas de nenhuma divindade habitual. [...]
Primavera2021
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[BMO] Journey — Mikael Dietrich


[BMO] Journey — Mikael Dietrich

Publicado por Mikael Dietrich Seg Set 20 2021, 21:38

The Beggining

Espaço dedicado as BMOs de Mikael Dietrich.


(ross)


Última edição por Mikael Dietrich em Sex Set 24 2021, 13:21, editado 1 vez(es)
                          
 
Mikael Dietrich
                           
Filhos de Eros
                         
                           
                             Mikael Dietrich                         
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Re: [BMO] Journey — Mikael Dietrich

Publicado por Mikael Dietrich Sex Set 24 2021, 13:17

The Beggining
A chuva não ajudava em nada a visão embaçada de Mikael. Seu corpo pesava, marcando os passos profundos na lama, enquanto a grama agarrava seus pés. Era como se tentasse lhe puxar para junto de si. De instantes em instantes uma dor aguda percorria seu tronco, lembrando-lhe algo como um choque, mas ele não conseguia encarar seus ferimentos. O semideus só conseguia pensar na segurança de sua mãe, preocupando-se mais do que com sua própria. Ele queria desesperadamente saber como ela estava. Mas agora parecia tão tarde.

De instantes em instantes virava sua cabeça, encarando a estrada por cima do ombro. Ele tentava enxergar qualquer silhueta do que lhe perseguia desde o acostamento, com as luzes momentâneas dos raios iluminando o caminho por frações de segundos. “Onde aquilo está? Ela estava logo atrás de mim.” Seu nervosismo e sua respiração dificultada pela ação das toxinas circulando pelo seu corpo só aumentavam a tensão que ele sentia enquanto tentava fugir. Seus olhos pesaram e, por alguns segundos, ele os fechou. Tropeçando para a frente, seguindo um caminho que ele já não sabia se levaria a algum lugar. Talvez desistir ali fosse mais fácil...

xxx


Era difícil para Mika ver sua mãe desesperada daquela forma, ela estava nervosa, retirando todos os itens de seu filho dos armários e colocando-os nas malas.
– Mãe... Mãe. Mãe! – Ele tentava chamar sua atenção, mas parecia inútil. – Mãe, o que você está fazendo? Porque eu tenho que sair daqui?

Ela parou. Encarou o rosto do filho, aproximando-se para tocar-lhe, parando de súbito antes do contato.

– Não... Não... – Ela sussurrou. – Você tem que ir logo, você vai ficar mais seguro longe de mim, vai ficar mais seguro no acampamento...

Tudo aquilo, a forma que ela estava se comportando, falando. Sua aflição era nítida nos em seus olhos azuis. Tudo isso causado por uma invasão no apartamento dos Dietrich.

O garoto sentou na cama, encarando-a assustado, mas principalmente chateado. Os dois sempre tiveram apenas um ao outro e agora ela não tentava nem ao menos lhe explicar o que estava acontecendo. Seus braços cruzados diante do peito e os olhos, que ela tanto dizia lembrar-lhe de seu pai, lhe encaravam. A mulher se encolheu assim que um alarme de carro disparou na rua. Em um salto ela correu até a janela.

– Mikael... Eu preciso que você confie em mim. – Anna disse, dessa vez com sua voz mais firme do que antes. – Eu quero que você pegue essa mala e a mochila, então saia daqui o mais rápido possível. Aí dentro tem algum dinheiro e as suas roupas, junto de um endereço. Você vai pegar um táxi e pagar o que o motorista lhe pedir para lhe levar até ele.

A mulher começou a caminhar de costas, sem parar de encarar a rua. Estranhamente mais alarmes de carros começaram a disparar. Mikael tentou caminhar até a janela, mas sua mãe lhe interpôs.

– Não! – Ela exclamou, empurrando o garoto para trás. – Faça o que eu disse, por favor.

Seus olhos, já cheios de lagrimas, lhe mostravam como ela já estava cansada de tudo. Procurando rapidamente em uma gaveta, lhe entregou uma carta – um envelope alaranjado, já aberto – e então apanhou as malas, correndo para a saída da casa.

Nesse momento um estrondo irrompeu no primeiro andar. O estrondo do metal e dos tijolos caindo no chão logo alertou os moradores. Naquele andar, o terceiro, era possível ouvir portas abrindo, telefones, conversas. Por alguns instantes os dois ficaram em silêncio, encarando-se, imóveis, até que Anna o empurrou para fora. Vários moradores já discutiam o que podia ter sido, mas a maioria estava assustada por qualquer coisa ter acontecido naquela vizinhança calma.

Sem muita demora Anna puxou seu filho em direção as escadas, correndo por entre a multidão de moradores curiosos que se colocavam a sua frente. Em pouco tempo os dois chegaram ao primeiro andar, mas partiram para a porta dos fundos do prédio. Saindo em um beco pequeno, na parte de trás do edifício, os dois pararam por alguns segundos.

– Mãe, você tem que me dizer o que está acontecendo. – Mikael conseguiu falar por cima da respiração ofegante.

A mulher aproximou-se do garoto, tocando seu rosto com a mesma ternura de sempre. Ela suspirou por um tempo, tentando recompor-se, mas seus olhos arregalaram-se enquanto ela olhava para trás do garoto.

Tudo aconteceu muito rápido. Ela soltou o rosto do filho, empurrando-o em direção a saída ao mesmo tempo em que gritava “corre!” e partindo para cima de um brutamontes com roupas esfarrapadas. Mesmo que seu coração apertasse e gemesse pro garoto ajudar sua mãe ele correu para o outro lado. Durante alguns instantes virava, mas aquele armário entre ele e sua mãe criava uma cobertura intransponível, mesmo assim ele conseguia ouvir o barulho do cascalho nos pés da mulher, enquanto ela rolava para lá e cá.

Em pouco tempo ele apenas compreendia os múrmuros distantes.  Os carros corriam durante a noite, mas tudo aquilo deixava o jovem com vertigem. Entrando no primeiro táxi que apareceu e, lendo o papel amassado onde havia um endereço, sussurrou para o motorista com sua voz embargada pelo choro contido. A forma como o mesmo lhe encarou, com uma expressão assustada, lhe disse o quão distante aquele lugar era em relação a Washington Heights, mas antes que ele recusasse a viagem o jovem entregou-lhe um par de notas de cem dólares – o suficiente pro motorista não reclamar e permanecer em silêncio, assim como seu passageiro. Encolhendo-se no banco de trás e apanhando a carta, até Long Island ele tinha muito tempo para ler.

xxx


Depois de ler tudo aquilo sobre deuses, semideuses e sobre seu pai a cabeça de Mikael não parava de doer. Mesmo com o frio que antecedia a chuva ele sentia as gotas de suor escorrendo por sua testa. As mãos tremulas seguravam a carta com força. O motorista nada disse durante todo o caminho, mas logo que chegou no endereço onde o garoto queria descer seu interrogatório começou. Antes de lhe responder, Dietrich sacou mais algumas notas e passou para o motorista, saindo logo em seguida sem dizer nada além de um curto “obrigado”.

Durante alguns minutos o motorista e o garoto não saíram do lugar, mas também não se encaravam diretamente. As finas gotas de chuva que caiam não incomodavam o garoto, mas logo o motorista saiu, desistindo de entender o que aquele adolescente pensava e porque estava no meio do nada, antes da chuva. “Para onde ir agora?” O garoto se perguntava, olhando a sua volta. Até ouvir um longo sibilo em sua nuca. Aquilo era muito mais alto que qualquer serpente poderia fazer e muito mais antigo.

“Corre!” A voz de sua mãe tornou a berrar para seu filho. Como se suas pernas não lhe obedecessem diretamente, ele disparou. Correndo para uma colina alta, mas não muito íngreme, à diante. Quando alcançou a grama a chuva aumentou, fazendo com que sua passada ficasse mais difícil a cada momento. O coração palpitava, lutando para manter-se dentro do peito. Mas o terreno não cooperava. Logo seu pé prendeu em uma raiz e, girando no próprio eixo, suas costas encontraram a poça d’água no chão.

O silvo se aproximava. Seus músculos já estavam tensos e ele já estava cansado.

– Que lindo ver um sssemideus indefeso... – O som vinha do meio das arvores, sem nenhum lugar especifico. Aquela voz cavernosa era feminina, mas não parecia natural. – Não precisa mais fugir, já pode sse render...

Com um pulo ela surgiu e, antes que o garoto conseguisse entender o que era tudo aquilo, ela lhe mordeu na lateral de seu abdômen. A sensação da pele rasgando e algo sendo injetado em seu corpo fez com que ele gritasse. Tentando empurrar o monstro as suas mãos queimavam em contato com a pele. Por um instante sua visão ficou escura, até ele sentir um golpe em seu peito. Embora estivesse com uma lança presa ao que seria a cintura, a criatura lhe desferiu um soco. Seguido de um empurrão em direção ao chão.

– Já estava tão perto, né? – Mesmo com a voz retorcida, inumana, era possível distinguir o tom de ironia salivado pela mulher serpente. – Issso é muito trisste na vida de vocês, semideuses. Morrer sem nem saber direito o que são. Ter uma existência tão curta...

O corpo do semideus palpitava de dor. Sem saber de onde tirou forças ele levantou-se, tirando o corpo da lama e tateando o chão atrás de qualquer coisa para arremessar naquilo.

– Que merda você é? – O medo quase engolia suas palavras, mas sair daquilo agora era a prioridade. – E o que é toda essa maluquice de deuses e semideuses?
O rosto feminino se contorceu em um sorriso macabro. Ela deslizou lentamente, enquanto o garoto conseguiu tocar uma pedra de tamanho razoável, deixando-a as suas costas e apertando a rocha em sua mão.

– Então você já ssabe uma parte da história toda? Isso torna o prato ainda mais saboroso!

Ela soltou passando uma língua bifurcada pelos lábios reptilianos, avançando com um bote rápido. Recebendo o impacto da pedra arremessada o ser ficou mais assustado do que realmente machucado. Atônita por tempo o suficiente pro jovem conseguir levantar-se e correr no sentido contrário.

xxx


Mesmo fugindo da criatura o veneno não parou de agir. Os músculos do semideus pareciam desistir a cada passo dado pelo mesmo, mas aquele monstro continuava atrás dele. Ao encostar-se em um grande pinheiro o corpo do garoto estremeceu pela última vez. Ele não conseguia tocar seu tronco, mas ao tentar não conseguiu conter um longo grito de dor. Ele cedeu ao cansaço, aos ferimentos, e sentou-se no chão, com as costas contra a arvore. Os segundos se passaram e por alguns minutos aquele monstro não surgiu novamente, embora ele não tivesse mais forças pra lutar contra aquilo e o medo dela emergir das sombras mais uma vez, pra dar um bote final em seu algo praticamente imóvel, não deixasse de lhe torturar. Sua vista finalmente escureceu. A imagem do sorriso de sua mãe lhe veio à mente. As piadas, o carinho. Somente isso importava agora. Mas seu sossego foi quebrado pelo som dos passos atrás de si.

– Ele ainda esta vivo! – Uma voz masculina gritou para ninguém em especial. – Vamos para a enfermaria, rápido!

Seu corpo saculejou quando alguém lhe apanhou em seus braços, mas abrir os olhos já era uma tarefa acima das suas capacidades.

A quem possa interessar:
Obrigado pela leitura, espero que não tenha sido tão cansativa. Sem querer me justificar, mas já fazendo isso: fiquei um tempo sem participar de fóruns, então toda critica é bem vinda. Tentei colocar o inicio da jornada de Mika como semideus e talvez a forma que passei a temporalidade pra lá e pra cá tenha deixado a narração confusa, peço desculpas por isso. O monstro utilizado foi uma dracaena.
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Mikael Dietrich
                           
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Re: [BMO] Journey — Mikael Dietrich

Publicado por Afrodite Sab Set 25 2021, 00:30

MIKAEL DIETRICHÉ um prazer conhecê-lo, Mikael. Seja bem vindo de volta.

A construção de seu personagem, embora um pouco corrida, foi bastante divertida. A única coisa que me incomodou um pouquinho foi a vaga lembrança que seu texto me trouxe. Senti que estava lendo um dos livros de Percy Jackson mais uma vez. De qualquer força, é só o começo do seu personagem por aqui, então estou ansiosa para descobrir o que vem por aí!

Parabéns!
pontuação— Coerência: 40 de 40%
— Coesão: 30 de 30%
— Ortografia: 15 de 15%
— Organização: 15 de 15%

Total: 100% * 7 = 700xp + 350 dracmas
Descontos
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