Heroes of Olympus
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Desde o resgate de Eirene o mundo nunca mais foi o mesmo, a paz nunca mais reinou soberana como aconteceu por longas eras. Muitos foram aqueles que deram seu sangue e vida para que ela retornasse, mas diante da ingratidão humana, ela escolheu permanecer no esquecimento do Senhor do Olimpo. A tríade nefasta havia sido derrotada era fato, até mesmo por seus próprios filhos, contudo, no fim, o maior objetivo deles havia sido conquistado. Caos podia influenciar uma vez o mundo mortal e também a mente dos olimpianos e romanos. Eirene passou a habitar somente os corações daqueles que realmente acreditavam nela, algo tão raro que nunca mais se ouviu falar da jovem Deusa. Zeus a sua maneira tentou reestabelecer a ordem no Olimpo, mas algo dizia que ainda havia algo bem pior estava por vir. E ele estava completamente certo quanto a isso.Três anos se passaram enquanto as cicatrizes das últimas batalhas enfrentadas pelos semideuses, ainda se fechavam. Amigos, conhecidos, parceiros, parentes... Muitos morreram na guerra que ficou conhecida como a Batalha da Escuridão. Não era fácil recomeçar, mas era necessário e assim todos fizeram. Aos poucos, novos semideuses chegavam, o Acampamento Meio Sangue voltava ao normal e a rotina que já havia sido esquecida, ganhava lugar na vida dos semideuses. Não se ouviu mais falar de grandes ameaças, monstros ou qualquer coisa que de fato perturbasse a harmonia. Tudo parecia ter voltado os trilhos e era assim que a vida seguia. Os que sobreviveram a aqueles dias tão negros, jamais esqueceriam tudo o que aconteceu e carregariam para sempre em sua pele e alma as lembranças daqueles dias tão tenebrosos.Quando o inverno chegou o frio parecia mais intenso, que mesmo contra a vontade do senhor D ele insistia em invadir o acampamento vez ou outra. O Deus e Quíron deliberam por dias, algo que parecia ser uma simples suposição se concretizava de uma maneira incontestável. Uma força tão nefasta que nem mesmo os oráculos eram capazes de descobrir de onde vinha. Foram quando três mensageiros de terras muito distantes chegaram ao acampamento. Eram semideuses e isso era inegável, mas de nenhuma divindade habitual. [...]
Primavera2021
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Publicado por Visenya Vaftrudener Sab Out 09 2021, 00:04

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Publicado por Visenya Vaftrudener Sab Out 09 2021, 00:04

Filha de Poseidon
Guerreira Amazona
ΒΕΛΛΕΡΟΦΩ͂Ν
Acampamento Meio Sangue, 30 anos atrás.  


A noite estava mais escura do que o habitual, a lua parecia ter se escondido ou simplesmente negava seu brilho naquela noite. Não haviam estrelas, não havia nada além do firmamento negro. Uma forte tempestade se aproximaria em breve e raios furiosos rasgavam o horizonte iluminando por frações de segundos a abóboda negra. A brisa soprava gélida e furiosa levantando os grãos de areia e levando consigo qualquer coisa que não resistisse a sua força. O mar estava bravio, as ondas quebravam com violência contra as rochas e o som estrondoso possivelmente era ouvido além dos domínios do Acampamento Meio Sangue. Não era difícil perceber que Poseidon estava furioso naquela noite, as águas que comumente eram convidativas, causavam temor ao coração do mais valente semideus, naquela noite elas estavam turvas, como o coração do próprio Deus dos Mares. Não havia ninguém na praia, era um imenso deserto de areia branca, a aura furiosa e ao mesmo tempo cheia de dor se espalhava pelo lugar e era como se todos os semideuses soubessem que aquele não era um lugar seguro naquela noite. O mar estava em fúria. À medida que o tempo passava, a noite se tornavam mais escura e sombria, era o prenuncio de uma tragédia já esperada.

Desafiando a força dos ventos e a violência do mar, um jovem caminhava pela areia, seus passos eram ébrios e hesitantes, como se aquela caminhada fosse um esforço sobrenatural para ele. E de fato, era. Em seus braços trazia uma jovem de cabelos loiros quase platinados, pele branca e bochechas rosadas, as pálpebras cerradas escondiam o belo par de olhos verdes como oceano. Já havia a carregado uma centena de vezes, mas em nenhuma, seu corpo possuía todo aquele peso. Não sabia se teria forças para continuar, para chegar até a água, mas aquela era a última esperança que tinha, precisava se agarrar a ela com toda sua força, ou do contrário, todo seu mundo estaria perdido e acabado. À medida que o jovem avançava pela praia, seus pés deixavam pegadas fundas para trás, mas não eram apenas seus passos que deixavam marcas na areia, a trilha rubra que o seguia denunciava sua passagem pelo local, manchando de sangue seu caminho.  Ele olhou para o rosto da garota e ela parecia apenas adormecida, em um sono sereno e profundo, por um segundo era como se ela estivesse aliviada. Mas pensar dessa forma não aplacava a dor que ele sentia em seu peito naquele momento, tinha a sensação que seu coração seria arrancado do próprio peito e não havia nada que pudesse fazer sobre isso.  

Richard não suportava mais o peso que carregava e seus joelhos se dobraram levando o semideus ao chão, sucumbindo a cada um dos demônios que o açoitava naquela noite. Apesar do frio, sentia algo morno contra a sua pele, então se deu conta que o sangue de Stella estava em toda sua camisa. Um misto de desespero e dor consumiu sua alma, queria gritar em desespero, mas suas cordas vocais lhe traiam. Se recusava a acreditar que tudo acabaria daquela forma, que não teria mais os sorrisos da semideusa pela manhã ou seu toque cálido durante a noite. Se negava a aceitar a ausência dela em sua vida, tinha plena certeza que não existia uma sem ela. Ele a apertou em seus braços e seu olhar passeou pela face da jovem de forma demorada, precisava ser erguer e continuar. Tinha que existir uma esperança! Não podia perdê-la sem tentar de tudo para salva-la, algo que ele vinha fazendo de forma exaustiva pelos longos últimos dezesseis meses. Se pudesse, trocaria de lugar com ela, apenas para que ela tivesse uma vida feliz e sem sofrimento, porém, não era possível. Tinha esperanças que o mar pudesse salva-la, ou que Poseidon se apiedasse da situação da filha e fizesse alguma coisa.  

Assim que se aproximou, o semideus não percebeu que a água estava gelada, haviam outras preocupações mais urgentes, seu corpo caiu de joelhos ainda sustentando a jovem em seus braços. Carinhosamente abaixou-se para que a água do mar tocasse o corpo dela, porém, nada mudou, ela continuava imóvel como uma estátua de mármore finamente esculpida. Seus olhos revezaram entre a face da garota e os machucados pelos braços e os cortes profundos nos pulsos que fizeram com que ela sangrasse até a morte. Os pulsos estavam completamente dilacerados e  não imaginava que objeto ela havia usado para se ferir daquela forma. A ferida era profunda e provavelmente pelo tamanho da hemorragia, muito precisa.  A última esperança era que ainda existisse uma centelha de vida dentro dela, que as Moiras não tivessem cortado seu fio da vida. Ele permaneceu imóvel com a semideusa em seus braços por infindáveis minutos, todavia, nada mudou. Era tarde demais. Ele a aninhou em seu peito e gritou desesperadamente, se quer conseguia respirar tamanha era a dor que sentia: — POR FAVOR! POR FAVOR STELLA! VOCÊ NÃO PODE ME DEIXAR. — Havia raiva em sua voz, mas também havia muita dor. O desespero era palpável e se materializava em lágrimas que nasciam em seus olhos e deslizavam por suas bochechas. Parte de si negava a acreditar que ela havia partido, mas a realidade era inquestionável a medida que o corpo dela se tornava mais frio e mais rígido.  

A mão do moreno deslizou pela testa pálida e jogou os fios platinados para trás, com carinho puxou-a para próximo de si e sentiu que seu corpo estava totalmente sem vida. Seus lábios tocaram os dela uma última vez, mas não era o toque que ele se recordava, os lábios sem vida permaneceram selados. No fundo, ele sabia que já não podia fazer mais nada por Stella, ela havia perdido aquele jogo. As lágrimas caiam do rosto do moreno e escorriam pelo dela e por mais que ele soubesse que aquele era fim, não tinha forças para deixa-la. Ele não podia deixa-la. Ainda se lembrava dos planos que haviam feitos juntos, quando fossem fortes o suficientes, se mudariam para alguma praia longínqua. Richard tentava trazer avidamente essas lembranças para sua memória, afinal, era dessa forma que ele desejava se recordar dela. Linda, alegre e cheia de vida, cheia de planos e um sorriso que parecia iluminar mais do que o próprio sol. Não era um passado muito distante para ele os dias de alegria compartilhado com ela, mas ao mesmo tempo, recordar era como enfiar uma faca em seu coração. Como em algum cenário plausível aquilo podia ser justo? Stella era doce e muito gentil para ter um destino tão trágico e a revolta se instalava com cada vez com mais força em seu coração.  

Mas as lembranças dos últimos meses também não seriam esquecidas, a dor que eles passaram juntos. O filho de Ares jamais seria capaz de esquecer das noites que ela havia acordado aos prantos, gritando de forma dolorosa, de como ela se machucava ao ponto de arrancar a própria pele vendo em seus braços coisas que não existiam. Não sabia como e quando aquela loucura havia começado, mas decidiu que estaria ao lado dela de qualquer forma. Com o tempo ela parou de sair da cama, parou de comer, de beber água e tudo se tornou um verdadeiro inferno.  Ela passou a se auto mutilar, se machucar com mais frequência e deixa-la sozinha as vezes parecia perigoso. Quíron achou melhor que ela se afastasse dos irmãos, dos outros campistas e então sugeriu que ela fosse levada para a cabana escondida na floresta. Mesmo assim, ele nunca deixou de ama-la, nem por um segundo se quer. Devotou-se dia e noite, a buscar uma forma de libertar sua amada daquele triste carma. Andou pelos quatro cantos do mundo, leu tudo o que conseguiu e até chegou a se meter nos maiores perigos se isso significasse o fim da maldição. Cogitou até mesmo a caçar a própria Medusa e obriga-la a colocar um fim em toda essa loucura. Semideuses inocentes não deviam pagar pelos erros de seus pais divinos.  

Porém, todos seus esforços foram em vão. Stella estava morta em seus braços e teria que conviver com o peso de não ter conseguido salvar a mulher que amava. Muitas vezes teve a sensação de estar perto. Conseguiu desvendar que aquilo nada mais era que um castigo para Poseidon e Athena. Ver seus filhos enlouqueceram ao ponto de se matarem. Stella não era a primeira e temia que não fosse a última. Se perguntava se poderia ter feito mais? Se algo havia passado despercebido? Onde ele havia falhado em tudo aquilo?! Tais perguntas ecoavam em sua mente, mas tinha como resposta apenas a visão de Stella em seus braços. Aos poucos a tristeza mesclava com a fúria habitual dos filhos de Ares, sentia vontade assassinar a Medusa, Athena e Poseidon com suas próprias mãos, mesmo sabendo o quão imbecil tal pensamento era. A frustração, a sensação de incapacidade, lhe trazia um gosto ainda mais amargo a boca, tornando a morte dela algo ainda pior do que já era. Não era justo que ela e ele pagassem por crimes que haviam sido cometidos séculos ou talvez milênios atrás.  

Os olhos castanhos dele mais uma vez encararam a face sem vida de sua amada, desejava ver os olhos cor de esmeralda de Stella, um último adeus. Queria ter dito a ela como a amava, mas não teve oportunidade para tal. Ele a apertou contra seu peito mais uma vez e chorou com desespero, seus gritos eram abafados pelos raios e o som das ondas que quebravam contra os rochedos. Se quer foi capaz de notar a aproximação do homem desconhecido: — Finalmente ela vai ter paz. — A voz ecoou retumbante como o som das ondas. O garoto franziu o cenho, mas se recusou a soltar a garota de seus braços, se recusou erguer seu olhar e permaneceu da mesma forma que estava: — Ela já não suportava mais esse fardo. —  Continuou o homem misterioso. A voz dele era tomada de um pesar palpável, apesar de sua expressão nada demonstrar: — Ela não merecia isso. Nada foi culpa dela. Porém, há desígnios do destino que não podemos controlar. — O homem se aproximou do rapaz e depois encostou a mão na testa de Stella, sentindo como sua pele estava fria: — Eu sinto muito. — O homem murmurou com a voz fraca, claramente pedindo perdão a semideusa que estava morta, revelando a culpa que carregava.

Richard olhou espantado, levou um tempo até ele compreendesse a situação, de quem se tratava o homem a sua frente. Ao observa-lo mais uma vez, notou que a água se recusava a se aproximar dele e não havia mais dúvidas de quem se tratava. Sentiu a tristeza deixar seu peito e o ar faltar ao peito, mas a raiva tomou totalmente a sua razão. Por um instante quase esqueceu que Stella estava em seus braços, pois a única vontade que sentia era de socar aquele homem até que seu rosto fosse completamente desfigurado: — Você... — Ele balbuciou fraco e com a voz meio embargada: — A culpa é sua! Você a matou! Você... — Seu tom de voz havia se tornado mais forte, grave e cheio de raiva. Involuntariamente, ele a trouxe para mais próximo de si, evitando que o Deus se aproximasse dela, seus dedos apertavam com força os braços da garota: — Não sinta um pingo de tristeza, dor ou remorso. VOCÊ NÃO TEM ESSE DIREITO! — Por mais que parecesse uma ideia idiota gritar com um Deus, o filho de Ares o fazia sem o menor pudor, seus olhos tomados por uma ira incontrolável. Toda a dor que estava em seu peito se transformou em um ódio desmedido, mas mesmo assim as lágrimas insistiam rolar por seu rosto.  

O moreno girou o tronco com cuidado e colocou o corpo de Stella finalmente sobre a areia, um gesto tomado de carinho e cuidado, como se ela pudesse despertar devido a ação a qualquer momento. Deslizou a mão pelo rosto dela uma última vez, observou cada linha, cada detalhe, mas não encontrou paz, havia apenas a sensação de querer matar o homem a sua frente com as próprias mãos. Levantou-se encarando Poseidon, ainda um pouco trôpego, porém, buscando se manter firme naquele instante.  O olhar do Deus parecia o próprio mar com suas ondas furiosas, mesmo assim Richard não hesitou em encara-lo com toda a fúria que pulsava por suas veias. Os punhos se fecharam com força ao ponto de escutar cada osso estralar:  — Por quê? Por que você não quebrou a maldição e salvou sua filha? — Inquiriu o semideus agressivo. A cada instante, seu coração batia mais e mais acelerado, sentia mais e mais raiva de estar diante do pai de Stella: — Você é um Deus! Um dos tão poderosos Três Grandes! — Falou com sarcasmo: — E deixou sua filha morrer vítima de uma maldição. Que na verdade é sua culpa! SUA CULPA! — Esbravejou sem dar chance de resposta.  

Um relâmpago cortou o céu e iluminou toda a praia, as ondas se tornaram mais violentas e barulhentas: — Estava além das minhas capacidades. Se eu pudesse salva-la. Se eu pudesse salvar qualquer outra das minhas filhas... Eu teria feito. — Não era a explicação que o semideus queria escutar e aquilo o deixou com ainda mais raiva de Poseidon. Como ele não podia salvar a própria filha? Ele era um dos Deuses mais poderosos. Richard fechou os punhos com ainda mais violência, sentindo os nós de seus dedos, o impulso de ir para cima do Senhor dos Mares se tornava cada vez mais incontrolável: — COMO? VOCÊ NÃO TEM PODER PARA SALVA-LA?! É ISSO QUE ESTÁ ME DIZENDO? — Vociferou ele com todos pulmões, sendo capaz de sobrepujar o barulho das ondas: — Por que não mata a Medusa? Eu vejo uma forma muito fácil de acabar com tudo isso. —  Sugeriu ele com agressividade dando um passo para frente, porém foi obrigado a parar, já que o corpo da semideusa estava entre os dois.  

Porém as palavras ditas pelo jovem fizeram com que o semblante do Deus mudasse, saindo de sua indiferença para algo que parecia ser raiva, foi a vez de ele dar um passo à frente: — Eu não posso simplesmente matá-la garoto insolente! — Pela primeira vez sua voz demonstrou alguma emoção: — Eu sei olhar para trás e ver o que eu fiz. Se eu soubesse... Se eu imaginasse que teria que ver minhas filhas morrerem dessa forma, eu não teria feito o que eu fiz. Mas vocês são crianças limitadas demais para compreender o que nós somos e o porquê de certas coisas. O motivo pela qual as coisas acontecem. O destino muitas vezes é incontrolável até mesmo para um Deus. — Despejou sobre o garoto e concluiu: — Além do mais, ela me deu um filho também. Não é simplesmente como se eu pudesse matá-la. — Decifrar as emoções que Poseidon tinha em suas palavras naquele momento era uma tarefa complicada. Havia um pouco de tudo, desde arrependimento, raiva e tristeza, tantos sentimentos mesclados que nem mesmo ele seria capaz de definir. Mesmo assim, o garoto não se sensibilizou, não havia nada que ele pudesse dizer que faria Richard ver a situação por outro prisma.  

As gotas de chuva começaram a cair, a chuva havia chegado com mais calma do que havia ameaçado, era como se as gotas tocassem o corpo de Richard com gentileza e ele podia quase dizer que era como se Stella estivesse tentando aplacar sua raiva. Ele não sabia dizer quantas vezes ela havia falado que gostava de tempestades, a forma como ela sorria quando tomava banho de chuva, como corria sendo livre, sendo ela mesma. Ele nem conseguia se lembrar qual havia sido a última vez que havia visto um sorriso verdadeiro em seus lábios. À medida que a chuva caia, sentia sua alma ser lavada, a raiva recuar e novamente o frio e a tristeza dominar suas emoções.  Ajoelhou-se ao lado do corpo da garota e carinhosamente tomou as mãos delicadas entre suas, foi inevitável olhar as feridas ainda abertas, profundas e ainda sujas de sangue. Imaginava se ela havia sentido dor ao rasgar os braços daquela forma, mais acima haviam as profundas cicatrizes de quando ela esfolou a própria pele, dizendo que estava cheia de escamas. Haviam cicatrizes e feridas por onde ele olhasse, haveriam mais se ele não estivesse ao lado dela. Novamente, a culpa voltou a consumi-lo e ele sucumbiu, as lágrimas se misturando com a chuva.  

Talvez, por um minuto, Poseidon tivesse realmente razão, ela havia finalmente descansado, ela não merecia viver mais nenhum minuto daquela forma tão cruel. Ele debruçou sobre o corpo da loira derramou seu pranto, naquele ponto sabia que já não adiantava culpar quem quer que fosse, se nem os Deuses podiam trazê-la de volta, não seria apontar culpados que traria Stella e seu sorriso de volta. Sentiu quando uma mão pesada repousou em seu ombro tentando lhe trazer algum conforto: — Eu realmente pensei que você fosse conseguir salva-la. Mesmo assim... Sou grato por tudo que fez por ela. Vocês podem nos julgar cruéis, tiranos e incessíveis. Em alguns momentos realmente somos. Mas não deixamos de olhar por vocês. E mesmo eu já tendo passado por isso outras vezes, eu lhe garanto. Não dói menos. —  Os dois se encararam novamente, mas já não havia a mesma animosidade de momentos atrás: — Eu só quero saber quando isso vai acabar. Se vai acabar. Nem mesmo eu sei. — O remorso tomou a voz do Deus que se ajoelhou e ficou ao lado do corpo da filha: — Todas tem o mesmo fim. Então garoto... Eu peço que se encontrar outra filha minha com esse fardo, não desista dela. Sei que o que peço é um fardo pesado, mas você chegou muito perto de ajudar Stella. Talvez a próxima tenha um pouco mais de sorte se você ajuda-la.  — Havia uma profunda consternação na voz de Poseidon: — Agora preciso leva-la. Você precisar se despedir.

“Se despedir.” Definitivamente ele não queria se despedir, não queria deixa-la ir, não queria aceitar o fato que ela estava morta. A mão dele apertou o corpo inerte com um pouco mais de força e ele trouxe a mão dela para junto de seu coração. Naquele instante amaldiçoou Afrodite, sabia que jamais seria capaz de amar outra vez, seu amor por ela era único, um encontro de almas gêmeas planejado muito antes que seus caminhos se cruzassem. Queria passar a eternidade com ela no Hades, qualquer coisa que significasse não a perder. Os lábios dele tocaram com carinho a pele molhada e fria, tinha convicção que sua vida havia acabado naquele instante. A separação foi inevitável quando o Deus ergueu o corpo da menina, mais parecia uma boneca em seus braços, pálida e com lábios roxos. O filho de Ares por sua vez, continuou da mesma forma que estava, sem forças para se levantar, perdido e totalmente mergulhado em seu luto, mas mesmo assim, teve que perguntar: — Para onde vai leva-la? — A voz sai baixa e nem sabia se o outro havia escutado, porém, a resposta veio mais rápido do que ele imaginava: — Ela vai ficar junto das outras irmãs. Ela não é a primeira e nem será a última. Esteja preparado quando a próxima surgir. Talvez você possa ajuda-la.  — Respondeu ele decidido, caminhando na direção do infinito oceano.  

O semideus sabia exatamente o que ele queria dizer com aquelas palavras, mas naquele instante sua cabeça não conseguia pensar em nada. Apenas a risada de Stella ecoava sem parar, uma tortura que não tinha fim. Seus olhos seguiram os passos do Senhor dos Mares, observou ele adentrar ao mar e simplesmente sumir em uma onda levando sua amada. Seu túmulo seria o fundo do oceano, um lugar que ele jamais poderia alcançar, onde jamais poderia levar flores para ela. Não se ajoelharia diante da lápide com dizeres bonitos para contar como estavam sendo seus dias sem ela. Tudo havia sido roubado. A maldição de Poseidon não havia matado apenas uma de suas filhas, havia matado o jovem filho de Ares também. Não importava quanto tempo passasse, apenas esperava que o mesmo passasse rápido o suficiente para que pudesse estar com ela novamente. E se um dia tivesse chance acabaria com aquela maldição, mesmo que isso lhe custasse a própria vida.  

Observação ao Avaliador:

A seguinte passagem se refere há uma das irmãs de Visenya, Filha de Poseidon que se envolveu com Richard, um filho de Ares que será o tutor da Visenya posteriormente. A mesma sofria com a mesma maldição que a Vise tem.

                          
 
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Re: — Belerefonte - βελλεροφῶν - A Maldição dos Filhos de Poseidon

Publicado por Perséfone Qui Out 14 2021, 18:44

avaliação
Oi, Visenya, tudo bem? Em primeiro lugar, desculpa pela demora! Tentaremos não deixar acontecer novamente no futuro. Em segundo lugar, queria destacar essa parte do sistema de bmo's:
É importante ressaltar que, em uma BMO, o player em questão deve ser protagonista da história que está construindo, ou seu post pode ser desconsiderado.
Olha, eu imagino que você — e qualquer outra pessoa — deva concordar que não há como dar pontos de experiência pra um personagem se ele simplesmente não fez nada para ganhar aquela experiência. Sua personagem sequer apareceu na história, uma vez que você focou a narração toda na sua irmã e no namorado dela, então não há evolução ou ganho de habilidade ou conhecimento.

É a mesma lógica de dar pontos de experiência pra um mascote somente caso ele tenha aparecido e participado ativamente da missão. Infelizmente, terei que anular seu post ): Sinto muito! Qualquer dúvida, por favor entre em contato.

atualizado.

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Re: — Belerefonte - βελλεροφῶν - A Maldição dos Filhos de Poseidon

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